RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA - VERÓNICA GARCÍA
http://www.monografias.com/trabajos12/trabzoo/trabzoo.shtml
O que é a enfermidade e de que maneira um cão pode ajudar
1. Introdução
2. Conceitos vários
3. As manifestações clínicas incluem fenômenos relacionados com sua localização
4. Benefícios das distintas atividades da Terapia Assistida por Animais ou Zooterapia
5. Minha experiência
6. Bibliografia
1 - INTRODUÇÃO:
Para desenvolver esta monografia preferi começar explicando brevemente cada um dos conceitos desta enfermidade desde uma perspectiva clínica.
Meu objetivo:
Compreender o que é a epilepsia e em que ajuda um cachorro para zooterapia na vida de um paciente epiléptico.
2 - CONCEITOS VÁRIOS:
Epilepsia:
Síndrome cerebral crônica caracterizada por crise recorrentes de manifestação clínica variável e etiologías diversas, que pode correlacionar-se com achados paraclínicos positivos.
Crise Epiléptica:
Cada um dos eventos, visto individualmente, de caráter paroxístico, autolimitado, devido a descargas hipersincrónicas que pode ter manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, autônoma, e/ou psíquicas, que pode apresentar-se dentro de uma síndrome epiléptica, como manifestação numa desordem, como sequela ou como evento isolado.
Fisiopatología:
Existem dois tipos; nas epilepsias primarias generalizadas ou genéticas quando não tem dano cerebral e as mudanças correspondem a processos moleculares a nível de canais de Ca++, Cl-, aminoácidos e/ou GABA.
As epilepsias secundárias ou focais correspondem as sequelas de um dano cerebral que se converte num "marcapaso" onde se originam as crises e o canal comprometido é o de Na+.
Clínica:
As manifestações da epilepsia são múltiplas e dependem da área cerebral afetada, motivo pelo qual se tem inventado diferentes classificações que dependem do compromisso focal (frontal, temporal, parietal, occipital) ou generalizado.
No caso da epilepsia focal se deve ter em conta o compromisso ou não da consciência e sua possível generalização, assim como o tempo da crise e sua recuperação (postictal).
Classificação:
Se dividem em dois grandes grupos:
• Generalizadas , que podem ser de etiologia idiopática, sintomática ou criptogenética (*).
Se subdividem em ausências simples e complexa, típica e atípica; mioclónicas, tônicas, clónicas, tônico-clónicas e atónicas.
Focais , as quais podem ser idiopáticas, sintomáticas ou criptogenéticas (*).
Se subdividem em motoras, neurosensoriais, sensitivas, neurovegetativas ou psíquicas.
•
Idiopática:
Descrita na atualidade como relacionada com um grupo de idade e que cursa com umas características definidas.
Possivelmente cheguem a definir-se dentro do grupo de genéticas.
•
Sintomáticas:
a) Lesionantes, que não correspondem a epilepsia por si, correspondem a enfermidades neurológicas (MEDIGINA TV E TT) **.
b) Não lesionantes, quais são aquelas que tem uma cicatriz como sequela das entidades anteriores ou encefalopatías perinatales (EPPN)***.
• Criptogenética:
Grupo de epilepsias cuja etiologia não corresponde as idiopáticas e não se pode comprovar seu caráter sintomático ao não encontrar uma dano evidente, as quais podem num futuro passar a sintomáticas não lesionantes.
As crise generalizadas primarias são de características clínicas isoladas, concisas quando sua aparição é súbita e sem aura que muito dificilmente entra em status.
• Ausências:
Perda súbita de consciência de curta duração, recuperação imediatamente acompanhada de "freio" motor se denomina Típica ou picnoléptica e/ou simples no caso de ter outro componente diferente se pode denominar complexa, e se pertence a uma síndrome de encefalopatía epiléptica vai se denomina-la de Ausência Atípica.
• Mioclonía:
Manifestação de sobressalto, susto ou salto, não rítmico quando o paciente recorda o evento por sua curta duração e pode apresentar-se desde fenômenos fisiológicos até quadros neurológicos involutivos.
• Tônica:
Contração generalizada e sustentada com hiperextensión, na qual o paciente entra numa apnéia severa, de duração variável dependendo da etiologia.
Corresponde a um fenômeno excitatorio que compromete a via piramidal.
•
Clónica:
Corresponde a um fenômeno inibitorio manifestado como contração rítmica alternante que contrarresta o mecanismo da crise tônica até que desaparece a descarga excitatoria.
• Tônico-clónica:
Quando corresponde a fisiopatología das duas anteriores e são pouco freqüentes em pediatria e se confundem facilmente com as focais que estão generalizando.
•
Mioclónica-tônico-clónica:
Conhecidas também como clónica-tônico-clónica, são características da síndrome primária de Epilepsia Mioclónica Juvenil.
•
Atónicas:
Crise inibitoria sobre o trato piramidal quando o paciente cai subitamente e corresponde a síndromes de etiologia desconhecida como o quadro de Astato-mioclónica quando o mesmo paciente pode apresentar crise axo-arrepio-miélicas.
No caso das crises focais deve ter-se em conta o foco, a lesão e a região assim como sua propagação simples ou complexa:
Simples:
Quando o paciente recorda todo o evento clínico e pode relato-lo com luxo de detalhes.
Deste estado pode passar ao seguinte que é o complexo assim como também pode generalizar em forma secundária.
Este fenômeno é o conhecido como "aura".
Complexa:
Fenômeno clínico no qual o paciente apresenta manifestações "estranhas" que ele não recorda, os familiares o vêem como "quadro mental" e pode cair em crise generalizada.
Muito freqüentemente é parte dos estados postictales prolongados.
Generalicação secundária é o quadro que se apresenta como uma manifestação tônico-clónico generalizada precedida de qualquer dos fenômenos anteriores e conservando sempre seu início parcial, focal ou local que muito freqüentemente entram em estatus.
3 - AS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS INCLUEM
FENÔMENOS RELACIONADOS COM SUA LOCALIZAÇÃO:
• Crise Frontais:
Componente motor, desvio ocular, quadro comportamental e apresentação noturna em caso de ser bifrontal se confundem com as primarias por sua rápida generalização.
•
Crise temporais:
Pode-se dividir em dois grandes grupos:
Os fenômenos gnósicos em localizacões hipocampales e/ou amigdalares com propagação límbica e o grupo das perceptivas de características auditivas.
São as que mais freqüentemente se confundem com ausências.
•
Crise Parietales:
Quando o fenômeno clínico se caracteriza por fenômenos positivos os quais se traduzem em sensação de peso ou dor e os fenômenos negativos onde tem fenômeno aestereognósico do hemicuerpo correspondente.
Crise Occipitales:
Componente visual, devem diferenciar-se de um quadro migrañoso
Laboratório:
Os achados paraclínicos se bem não são diagnósticos em epilepsia podem converter-se numa valiosa ferramenta como elemento confirmatorio e para diagnóstico etiológico e diferencial, sendo de utilidade no seguimento do paciente.
Os exames paraclínicos mais utilizados em epilepsia são:
Eletroencefalograma (EEG):
Registro da atividade elétrica cortical recorrida mediante elétrodos colocados sobre o coro cabeludo. A organização e estruturação de base deve estar em relação com a idade, a simetria e o sincronismo nos diferentes estados: vigília, sonolento, acordar e sonho em seus diferentes estádios.
Os rítimos se qualificam em seu faixa rápida ou lenta, os primeiros correspondem a vigília e os segundos theta e delta nos estádios sonolentos, os quais requerem diagnóstico diferencial no caso de encefalopatía.
A troca súbita na modulação de fundo, em sua frequência e amplitude se denominam "paroxismos", os quais se dividem em fisiológicos e patológicos.
•
Os fisiológicos são:
fusos de sonho, ondas de vertex, ondas K e atividade hipnagógica.
Os patológicos em ponta, ponta-ondulação, polipunta ou ondulação (ver emblema LICCE).
A análise detid da modulação de fundo brinda informação adicional sobre maturação e organização cortical e achados inespecíficos relacionados com condições estruturais ou disfuncionais.
Permite localizar estes achados e clasificarlos em focais ou generalizados.
Atualmente existem técnicas de pocessamento computadorizado do EEG que permitem elaborar mapas da atividade cortical conforme os rangos de frequência e amplitude das ondas, objetivizando o traçado e deixando localizações mais precisas das atividades fisiológicas ou patológicas registradas.
Imagenología:
Os diferentes exames que permitem estudar a morfologia cerebral são úteis para configurar diagnóstico topográfico e ocasionalmente etiológico, principalmente a ressonância nuclear magnética e com muito limitada utilidade a tomografía axial computadorizada.
Na atualidade as provas de imagenología comportamental se convertem numa valiosa ferramenta de diagnose que permitem uma aproximação mais pontual desde a perspectiva fisiopatológica, incluem a Tomografía por Emissão de Positrones, Tomografía por Emissão de Próton único, a ressonância magnética comportamental.
Outros exames de laboratório tendentes a determinar a presença de condições sistêmicas estão indicados quando se suspeita de uma desordem epiléptico.
Dentro do seguimento se requer a conclusão de análise de níveis séricos de medicamentos e exames de rotina para determinar a presença de efeitos colaterais do tratamento.
Tratamento:
O tratamento da epilepsia deve enfocar-se desde uma perspectiva integral bio-psico-social com miras a manter e acrescentar a qualidade de vida do paciente.
O manejo farmacológico depende basicamente do diagnóstico, assim pois, não pode iniciar-se um tratamento sem aclarar o tipo de epilepsia, a localização e a etiologia, adicionalmente deve considerar-se a idade do paciente, o peso, as condições de base do paciente, o estado funcional, a ocupação, o horário, as condições econômicas.
•
Por que o tratamento "bio-psico-social" ?
Se tem descoberto recentemente que é freqüênte a depressão, aparece em algum momento da evolução num de cada três epilépticos, especialmente em epilepsias severas e com crises freqüentes.
Existem fatores etiológicos e indicadores de risco , tanto de índole biológica como psicosocial, que supõem uma maior probabilidade do que apareça depressão.
É por isso que os tratamentos com fármacos para a epilepsia somente acompanhado de medicação antidepresiva e terapia psicológica, além de um apoio significativo quanto ao grupo familiar.
• Agora bem, já temos a noção de certos conceitos, mas que papel desempenha o cachorro?
O cachorro não é uma simples mascote, possui muitas qualidades das quais nos podemos beneficiar e sacar um grande proveito a favor da sociedade.
À parte de ser um animal de companhia tem outros muitos valores e são muitas as ações que reunem o cachorro em beneficio do homem .
Um exemplo é o cachorro para epilepsia, que tem aprendido a avisar a seu dono que dentro de pouco este sofrerá um ataque epiléptico.
Isto deixa o proprietario preparar-se de maneira que pode parar a atividade que está desenvolvendo e por exemplo colocar-se no solo ou avisar a seus familiares.
No caso das crianças, eventualmente o cachorro pode ir e avisar aos pais.
Neste caso, o cachorro para epilepsia proporciona ao paciente segurança , amizade e afeto.
4 - BENEFÍCIOS DAS DISTINTAS ATIVIDADES DA TERAPIA ASISTIDA POR ANIMAIS ou ZOOTERAPIA
• Empatia:
A maioria das crianças se identificam com os animais.
É mais fácil ensinar uma criança a sentir empatia por um animal que por um humano.
Isto se deve a que é mais fácil determinar os sentimentos de um animal através de linguagem de seu corpo que o de uma pessoa .
• Enfoque exterior:
Os animais ajudam às pessoas que tem uma enfermidade mental, abaixa auto-estima , depressão, etc, a trocar o enfoque de seu ambiente, conseguindo que estas pessoas pensem e falem dos animais, em vez de seus problemas .
•
Relações:
Os animais podem abrir um canal de comunicação emocionalmente seguro entre o terapeuta e o paciente.
Os animais ajudam a dar-lhe um ar de segurança emocional nas sessões de terapia.
A presença dos animais pode abrir o caminho em direção a uma resistência inicial por parte do paciente em começar qualquer terapia.
É muito provável que os pacientes projetem seus sentimentos e experiências em direção a um animal.
Aceitação:
Os animais tem uma maneira particular de aceitar as pessoas sem qualificá-las.
Eles não se detem em assistir como "faz uma pessoa" ou que "coisas diz"
A aceitação por parte de um animal não admite nenhum tipo de juízo.
Entretenimento:
A presença de um animal oferece, ao menos, um entretenimento para as pessoas.
Até mesmo aquelas que não gostam dos animais, observam suas reações e movimentos.
Especialmente em instituições de saúde, quando a pessoa tem que permanecer por um período longo tempo (em asilos, geriátricos) todas as pessoas, incluindo ao pessoal ,são entretenidas pelo animal de alguma jeito.
Socialização:
Os estudos têm demonstrado que as visitas que os animais fazem as instituições, oferecem maior socializaçaõ entre as pessoas que se encontram no lugar, as pessoas se mostram mais alegres, mais sociais para com os demais, diminui a ansiedade e estress, melhora o estado de ânimo.
A presença destes aumenta a sociabilidade entre as pessoas de três modos:
1) Entre os pacientes,
2) entre os pacientes e a equipe de trabalho
3) entre pacientes, equipe de trabalho, familiares e outros.
Os membros da equipe de trabalho (enfermeiras, terapeutas, médicos, etc) têm reportado que é mais fácil falar com os residentes durante e depois das visitas.
Os membros da familia preferem fazer as visitas durante a presença dos animais posto que têm reportado que é um momento especialmente confortável e prazenteiro, pelo ambiente cálido que pode proporcionar este tipo de visita.
• Estimulo Mental:
A estimulação mental ocorre porque se incrementa a comunicação com outras pessoas, ajudando a evocação de recordações.
Em instituições com pacientes com depressão ou que estão institucionalizados, a presença de um animal ajuda a aclarar a atmosfera, incrementando a distração, alegria e a brincadeira.
Estas são distrações positivas que podem ajudar que as pessoas diminuam seus sentimentos de isolamento ou alienação.
• Contato Físico:
Muito se tem estudado sobre a correlação entre o contato físico e a saúde.
As crianças que não tem um contato físico permanente, não desenvolvem boas relações com outras pessoas e freqüentemente fracassam em seu crescimento psicológico.
Se, para algumas pessoas é dificil ou não lhe agrada o contato físico com outras pessoas, sem duvida o toque peludo, morno de um gato ou um cachorro lhe agrada.
Existem programas para pessoas que foram abusadas física e/ou sexualmente em que, ao pessoal médico é proibido o contato físico, nestes casos, segurar um animal para toca -lo e/ou acaricia-lo pode fazer um mundo de diferença para estas pessoas que, ao contrario de outras, não tem um contato físico positivo e apropriado.
•
Benefícios Fisiológicos:
Muitas pessoas se sentem relaxadas quando os animais estão presentes.
Estudo têm demonstrado que a diminuição da pressão do sangue, pode existir também um fortalecimento dos músculos, assim como a recuperação de enfermidades do coração .
O mais importante:
Quando as pessoas interagem com animais sentem uma sensação de unidade com a vida e com a natureza ; apesar de difícil explicação, alguns autores têm descrito as relações com os animais como parte de energia da vida e também como parte da relação e comunhão com Deus.
As visitas com animais ajudam que as pessoas se sintam menos solitárias e menos deprimidas.
Proporciona uma troca positivo em suas rotinas, começam a ser mais ativas e sensíveis, antes, durante e depois das visitas.
Oferece um entretenimento ou uma distração de sua dor ou enfermidade.
Freqüentemente as pessoas falam com seus animais e compartilham com eles seus pensamentos e sentimentos.
As visitas provêm como algo pelo que aguardar com ansia.
Através das visitas, é possível chegar de forma mais eficiente na reabilitação do paciente, pois geram a motivação que as pessoas necessitam, através deste vínculo especial e cálido que os animais são capazes de brindar.
Os benefícios continuam ainda depois da visita, posto que deixam em suas memórias não só a visita, bem como uma experiência que num futuro compartilhará com outras pessoas.
Num recente documentario de televisão ,difundido pela rede Animal Planet, se deu levou a publico a capacidade que tem os animais, especialmente os cachorros ,para detectar mudanças bio-químicos no organismo de seus donos.
Através do olfato, variação no tom de voz, e outras variantes percebidas por estes animais mediante seus sentidos, se comprovou que estes podem detectar quando essa pessoa tão próxima a ele ou ela, pode estar próxima de sofrer um ataque epiléptico, cardíaco ou uma baixa nos níveis de glicose que lhe podem ocasionar desde um enjôo ou desmaio, até a morte
Cada ser humano tem um tom de voz particular, e também é sabido que cada um de nós expele um aroma particular, baseado na química de nosso corpo.
E como cada ser humano é diferente um dos outro, nossos animais aprendem a identificar-nos através do odor, o qual, ao sofrer qualquer troca bio-química (aumento ou baixa de glicose, ergue os níveis de nossa pressão arterial, etc. ) dito odor muda para outro muito particular.
Igualmente pode resultar nosso acento ou tom de voz.
Sendo o cachorro "o melhor amigo do homem", este aprende a nos conhecer ao ponto do que se acostuma não só com nosso aroma particular, senão ao odor que expelimos especificamente quando estas mudanças ocorrem, ou na troca do tom ou vibrações de nossa voz.
Mais ainda, tem casos documentados de ocasiões em que até meia hora antes de uma pessoa sofrer um ataque de algum tipo, seu cachorro o detecta e começa a "avisar-lhe" que "algo estranho" lhe está sucedendo ou está a ponto de ocorrer.
5 - MINHA EXPERIÊNCIA:
Faz mais de três anos que me diagnostico epiletica. Desde a infancia sofria graves enxaquecas, enjôos e desmaios. Passei por distintos tipos de tratamentos com base em diagnósticos errôneos.
Passaram vários anos até que finalmente tive minha primeira convulsão, que de algum jeito contribuiu para que os médicos se mobilizassem em realizar distintas alternativas de estudos.
Minha sensação quanto ao físico era textualmente o que se lê nos livros .
Na atualidade, graças aos diferentes remédios que me receitaram posso ter uma vida quase normal. "Quase" porque no aspecto social a troca foi profunda.
Quando um desconhecido vê uma convulsão, é muito difícil que a associe com um episódio epiléptico, logo pensa numa "sobredose de cocaína"...
No trabalho fui despedida porque minha tarefa consistia em estar frente a um computador durante 8 hs. todos os dias, e o pestanejar do tubo do monitor funcionava como disparador de convulsões.
Numa grande companhia se dificulta o fato do que um empregado tenha que tomar uma medicação cada 4 hs. e sempre é preferível empregar gente "sã".
Todas estas situações no social, de trabaho e por suposto o físico me levaram a sofrer de depressão por mais de dois anos. Tudo isto é uma história breve da minha vida.
Um capitulo superado graças a imensa colaboração de quem menos eu esperava: Sasha.
Sasha é uma golden retriever de três anos e meio. Jamais havia sido adestrada mais que para obediência básica.
E ainda os planos para ela haviam sido outros, nunca foi outra coisa mais que uma grata companhia, uma "cadela de família".
Junto ao diagnostico de minha enfermidade, com o começo das convulsões, adveio uma mudança em sua conduta . Havia certos momentos em que se alterava e parecia agressiva, latindo desesperadamente na minha cara. Isto é raro porque Sasha não é um cachorro de tumulto.
Somente qdo esta alegre e com sua cauda movendo-se todo o tempo, característica de sua raça, mas é muito silenciosa.
Logo depois de vários episódios convulsivos meus, este comportamento atípico chamou a atenção de um médico que a observava, que imediatamente sugeriu que estivéssemos alertas em seu próximo "ataque de latidos" para ver se coincidiam com uma próxima convulsão minha.
Exatamente, assim foi.
Houve uma época quando as convulsões eram muito freqüentes, e todas emergiam logo depois de sua mudança de atitude
Podendo observar esta relação e consultando vários profissionais, chegamos a conclusão que Sasha tinha certa capacidade de detectar com antecipação os ataques de epilepsia.
A medida que ela ia "comunicando" estes episódios, era recompensada com guloseimas.
Em pouco tempo chegou a predizer as convulsiões com até 15 minutos de antecipação e nunca houve um engano. Ante uma repentina mudança em sua conduta, processava minha convulsão.
Sua presença na minha vida não só contribuiu no clínico, já que estou preparada antes de sofrer um ataque.
Também no psicológico, já que não me sinto "desprevenida" frente a um mal-estar, me da uma grande segurança saber que me posso enterar antes do que emerja o problema para poder buscar ajuda.
Quanto ao emocional a mudança foi profunda. Companhia, segurança, amor são as principais sensações que me desperta. Também sinto um grande compromisso com a vida, com ela.
Definitivamente não posso pensar na minha vida sem sua incondicionalidade, mas principalmente guardo a lição que todos os dias ela me ensina:
... uma carícia é suficiente recompensa para uma vida cheia de amor .
6. BIBLIOGRAFIA
Lowenstein, D.H., Epilepsia
Palacios S., Palacios E., La Epilepsia a través de los siglos.
Guberman a., Bruni J.,Essentials of Clinical Epilepsy.
DeLorenzo RJ, et al. Epilepsia.
Jensen F.E., Epilepsia
Cockerell O., Mortalidad de la Epilepsia. Avances en Epilepsia
Otras fuentes de información
http://www.goldensasha.com.ar
http:/ / www.revneurol.com/portal.asp
http://www.isabelsalama.com
http://www.artedehoy.com/mascotas
http://www.geocities.com/gacetasalud/pets.htm
http://www.enbuenasmanos.com
http://www.todoperros.com